Gestão Ellisson afunda Passo de Camaragibe: servidores há três meses sem salário e serviços à beira do colapso
25/02/2026 19:58:21
Prefeito que já teve cassação determinada pela Justiça Eleitoral agora enfrenta denúncias de atraso sistemático na folha e falta de transparência fiscal
Redação
Servidores públicos da zona rural de Passo de Camaragibe estão prestes a completar três meses sem receber salários. As denúncias apontam que o problema se tornou recorrente desde o início da gestão do prefeito Ellisson Santos (Republicanos), evidenciando um quadro de desorganização administrativa e crise financeira no município.
Sem renda, trabalhadores relatam situação de desespero: contas acumuladas, insegurança alimentar e risco de paralisação de serviços essenciais. A falta de pagamento compromete diretamente áreas básicas da administração pública, aprofundando o impacto social da crise.
O cenário é agravado pelo silêncio da Câmara Municipal. Tanto vereadores da base governista quanto da oposição evitam se pronunciar, o que tem gerado questionamentos sobre a omissão do Legislativo diante do colapso financeiro da Prefeitura.
Até o momento, a gestão municipal não apresentou cronograma para regularizar os débitos nem explicou os motivos dos atrasos. Também não houve manifestação pública sobre a situação fiscal do município. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
A crise atual ocorre enquanto o prefeito ainda enfrenta um grave histórico judicial. Em novembro de 2025, a Justiça Eleitoral da 12ª Zona determinou a cassação dos diplomas de Ellisson Santos e do vice-prefeito Adeildo Petrúcio por abuso de poder político e econômico durante o ano eleitoral.
A sentença apontou contratações em massa sem justificativa técnica, aumento expressivo da folha de pagamento e uso da máquina pública com fins eleitorais. Relatórios bancários e documentos contábeis mostraram que a despesa com pessoal saltou de cerca de R$ 3,2 milhões para R$ 4,8 milhões em poucos meses — um crescimento próximo de 50%.
Testemunhas relataram que, sobretudo na Secretaria de Educação, o número de servidores temporários ultrapassou 60% do quadro, sem necessidade pública comprovada. Após as eleições, houve redução brusca dessas contratações, indicando caráter eleitoreiro das nomeações.
Apesar da decisão judicial, Ellisson Santos permanece no cargo por conta da possibilidade de recurso. A Justiça também determinou sua inelegibilidade por oito anos e a realização de novas eleições após o esgotamento das instâncias.
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