Empresários denunciam aumento de impostos em Alagoas e alertam para risco de falência e desemprego

Empresários denunciam aumento de impostos em Alagoas e alertam para risco de falência e desemprego
MPAL recebe empresários que denunciam tratamento desigual pelo Estado e temem falência - Foto: Ascom MPAL/Divulgação

Por Francês News


Um grupo de empresários do setor supermercadista procurou, na manhã desta segunda-feira (23), o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) para denunciar o que consideram aumento indevido de impostos aplicado pelo Estado. A reunião ocorreu na 17ª Promotoria de Justiça da Capital, da Fazenda Pública Estadual, sob a titularidade do promotor Coaracy Fonseca.


Segundo os representantes da categoria, a elevação da carga tributária pode provocar demissões em massa e até o fechamento de empresas locais. De acordo com a comissão, Alagoas possui mais de cinco mil empresas do segmento que são responsáveis por mais de 70 mil empregos diretos, o que torna a situação ainda mais preocupante para a economia estadual.


Os empresários afirmam que, no dia 23 de dezembro, houve aumento em tributos como ICMS, Modal, Fecoep e Fefal, impactando diretamente o setor atacadista e supermercadista. O grupo também questiona o que classifica como tratamento desigual por parte do governo estadual, alegando que empresas de fora estariam recebendo incentivos fiscais e até doações de terrenos, enquanto os empreendedores locais enfrentam aumento de impostos.


O vice-presidente da Associação dos Supermercados de Alagoas (ASA), Francisco Sales, afirmou que o setor não é contrário à chegada de novos investimentos ao estado, mas defende que haja igualdade de condições. Segundo ele, a preocupação é que benefícios concedidos a grupos externos possam gerar concorrência considerada desleal, colocando em risco empresas alagoanas já consolidadas.


O promotor Coaracy Fonseca declarou que o Ministério Público analisará cuidadosamente as informações apresentadas e adotará as medidas cabíveis, respeitando o princípio da legalidade. Ele destacou que se trata de um tema delicado, com potencial impacto econômico e social, especialmente se houver fechamento de empresas e aumento do desemprego.


Participaram da reunião empresários como Arnoldo Wanderley Silva, proprietário do supermercado Cesta de Alimentos; Neilson Costa da Silva, do Supermercado Super Giro; Francisco Sales, do Supermercado Super Atacado; e Victor Tenório Leite, do Supermercado Preço Bom. O caso seguirá sob análise do MPAL.